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Notícias

Moçambique

29 de Março, 2012

Guebuza enaltece cooperativismo

O Presidente Armando Guebuza desafiou em Maputo, as organizações cooperativistas do país a darem o seu máximo de modo a contribuírem para o crescimento económico bem como para a redução da pobreza no país. Falando durante o lançamento das celebrações do ano internacional das cooperativas, um evento organizado pela Associação moçambicana de Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM), Guebuza disse que o cooperativismo pode e deve desempenhar um papel fundamental para o incremento da produtividade.

Igualmente, o estadista moçambicano disse que o cooperativismo deve promover a geração de postos de trabalho e, através da cooperação entre os associados, constituir-se numa plataforma para a maximização dos seus ganhos.

“Pelo nosso Moçambique adentro, temos exemplos de cooperativas e de associações que, depois de um começo modesto, se transformaram em importantes forjas de emancipação da mulher e sua libertação, com o homem, da pobreza; se transformaram ainda em plataformas indutoras da consciência de cidadania; e em centros de produção agrária”, sublinhou ele.

Segundo referiu, individualmente ou integradas em associações, estas cooperativas ou outras agremiações colectivas têm dado um contributo assinalável na melhoria das condições de vida dos seus membros e do povo.

Na sua intervenção, Guebuza também fez uma resenha histórica sobre o cooperativismo em Moçambique, tendo referido que este (o associativismo) remonta desde período anterior à Independência Nacional e, em parte, assumiu-se como um dos espaços incubadores dos movimentos nacionalistas.

Entretanto, o presidente do Conselho de Direcção da AMPCM, Momed Rafico, considera que, por muito tempo, Moçambique teve associações que desenvolviam actividades similares as que são típicas de cooperativas.

Portanto, a AMPCM pretende trabalhar no sentido de transformar essas associações em cooperativas, tendo em conta a nova abordagem de “cooperativas modernas” e a luz da nova lei sobre as cooperativas, em vigor no país há já dois anos.

“O modelo de abordagem de uma cooperativa moderna é que a forma como as pessoas olham para uma cooperativa não é como uma associação, mas como uma cooperativa com um papel social e que funciona como uma empresa”, disse Rafico.

Segundo a fonte, Moçambique conta agora com cerca de 2.300 cooperativas (modernas), congregando mais de 165 mil cooperativistas. Contudo, o desafio é adequar os estatutos das associações existentes no país, de modo a tornarem-se em cooperativas.

Falando na ocasião, o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Rogério Manuel, defendeu que a antiga percepção do cooperativismo deve ser invertida e a sua expectativa é que a nova abordagem seja uma forma alternativa para a solução dos problemas ora enfrentados pelos empresários, particularmente o relacionado com o financiamento.

“Moçambique possui um vasto leque de potencialidades que devem ser exploradas de forma organizada”, disse Manuel, acrescentando que “fazemos votos que as cooperativas modernas sejam impulsionadoras do sector produtivo e que contribua para o desenvolvimento do país”.


Fonte: Rádio de Moçambique/Agência de Informação de Moçambique